JESUS, JESUS, JESUS!
As Maravilhas Do Santo Nome
Desde crianças que aprendemos a ouvir ou a repetir o sagrado Nome de Jesus. É um nome que faz parte do dia à dia de muitos de nós Infelizmente também muitos desconhecem todas as maravilhas e graças, a verdadeira importância desse sagrado Nome.
O que é que o caro leitor, por exemplo, conhece acerca do Nome de Jesus? Sabe que esse é um nome Santo; para o qual se deve ter a mâxima reverência e respeito, mas isso não dá; não é não o bastante. Em outras palavras só saber isso, é o mesmo que ler o título de um livro sobre a sua capa, sem jamais abrir esse livro e conhecer o seu conteúdo. Sem saber a fundo tudo sobre o Nome de Jesus é o mesmo que ouvir falar sobre uma grande obra literária ou filme e não fazer algum esforço para vir a conhecer melhor essa obra, conhecer melhor a sua grandeza e atracção. Assim, quando invoca o Nome de Jesus pouco sabe na verdade sobre o poder e glória real desse Nome, sua graça e virtude.
JESUS, JESUS, JESUS!
O Nome de Jesus é verdadeiramente um tesouro autêntico; uma fonte do mais sagrado e mais profundo, pois é um elo de aliança entre Deus e os homens. Sendo um sinónimo de Cristo, o Filho de Deus; Deus-Feito-Homem, é um Nome que radia o maior Conforto, Amor, Luz e Paz. Ele nos leva ao Caminho, à Verdade e à Vida.
Leia, pois, e aprenda mais sobre o verdadeiro Poder desse Nome.
O Nome de Jesus é um Nome com tal Poder e Vitalidade que o seu efeito sobre as nossas vidas e as nossas almas é incontestávelmente Dinâmico, Vivo, Activo, Presente. Em outras palavras-- “Immanuel”, Deus entre nós. Esse nome tem o condão de confortar o coração mais conturbado ou sofrido; enrobustece, dá força, ao pecador mais perdenido, à pessoa mais miserável ou abandonada; suaviza o sofrimento e a ângustia mais profunda, dá a Paz e consola quem quer que seja na sua dor, ânsia, doença ou desespero. É um Nome que eleva a alma, lhe dá vigor e fé para enfrentar a vida; lhe faz adquirir a coragem para seguir o Caminho da Verdade, do Bem e do Amor; fá-nos seguir em direcção à Luz. É uma palavra guia.
Pronunciando o Nome de Jesus conseguem-se graças e bençãos tanto temporais como espirituais em abundância pois esse é o Nome dos Nomes. Batendo, ele abrirá a sua porta, pois enquanto na Terra, Ele nos prometeu isso mesmo. Quem bate à porta, bate não só uma, mas duas, três ou mais vezes antes de ser atendido. O culto ao Santo Nome consta disso mesmo, o repetir vezes sem fim, o despertar quem está dentro, o chamar e voltar a chamar a pessoa com quem se quer contactar.
O que se deve fazer para se ser atendido:
Jesus, Jesus Jesus!
Primeiro, temos que compreender a fundo, respeitar e amar o significado, o valor do Nome de Jesus Cristo.
Segundo, temos que praticar hábitos de prece e meditação tais como o pronunciar o Nome de Jesus numa forma devota, inúmeras vezes ao dia tornando se numa rotina cotidiana comparável ao nosso respirar ou pulsar do coração; isso é, deixar esse Nome passar a fazer parte de nós mesmos, do nosso íntimo,das nossas vidas.
Segundo Capítulo
Que significa o Nome de Jesus?
O Sagrado Nome de Jesus Cristo é primeiramente uma prece dinâmica, divina. Nosso Senhor, Ele mesmo, enquanto na Terra, solenemente prometeu que o que quer que pedissemos ao Pai em seu Nome, que isso nos seria permitido. Deus nunca falta à sua palavra. Esse Nome , é pois garantia de Vida, de Eternidade, de Amor e Luz, de Paz e Conforto, de Divindade.
Por isso, sempre que pronunciarmos o Nome de “Jesus” Cristo podemos ter a absoluta certeza que os nossos pedidos serão atendidos, que Deus nos emprestará a Paz, a Esperança e a Fé que necessitamos para viver. É que esse Nome é um Nome Santo, enfim, é o Nome daquele que é consubstancial ao Pai, Nosso Deus e Criador.
É por essa razão que a Igreja termina as sua oblações com as palavras, “ Por Jesus Cristo.” Sendo a glória de Deus entre os Homens o seu Poder e Presença continua entre nós até ao fim dos tempos.
Assim, o Nome do Divino é ainda muito mais importante do que imaginamos. Não se trata de um mera palavra, uma interlocução qualquer. Todas as vezes que pronunciamos o Nome de “Jesus” estamos a glorificar a Deus; a oferecer-lhe a felicidade dos méritos que foram a Paixão e Morte de Jesus Cristo- essa prova do grande sacrifício de Amor do Filho de Deus pela Humanidade.
São Paulo garante que Jesus mereceu esse Nome de Jesus Cristo pela sua Paixão e Morte, a dávida máxima de Amor; a entrega total da vida para uma Vida eterna. Ao pronunciarmos a palavra, “Jesus,” ofereçamos também a Deus todas as Missas celebradas na Terra Inteira por nossas intenções, pois o Sacrifício da Missa é nem mais nem menos do que uma continuação do Sacrifício de Cristo na Cruz, a Entrega total da sua Vida e seu Amor por nós. Oferecendo a Deus todas essas missas estamos a participar nesses milhares de Missas e a comparticipar no Milagre da Paixão e Morte de Jesus, a ofertar a Deus o sangue e corpo do seu Filho. Nestes dias do uso de computadores e sistemas de informática, Ele é o Password para chegar até ao Pai. “Ninguém vai ao Pai senão por mim,” disse Jesus.
Todas as vezes que pronunciarmos a palavra, “Jesus,” ganhamos, segundo a Igreja Católica, de 300 dias de indulgências que poderemos oferecer pelas almas do Purgatório, suavizando-lhes as dores e ângustias em que vivem; libertando-as das suas penas e pecados. Elas por sua vez tornam-se as nossas melhores aliadas na Fé; quem por nós rezará e nos dedicará uma amizade eterna em comunhão de Vida e Esperança.
Sempre que pronunciarmos o Nome de “Jesus,” participamos num acto de Amor profundo, pois, oferecemos a Deus o Amor Infinito de Jesus Cristo; a oferta mais querida e mais valiosa que possamos ofertar a Deus. Ele é afinal o seu próprio Filho, Amor e Vida.
O Santo Nome de Jesus Cristo salva-nos de inúmeros males e protege-nos das insídias do demónio que anda constantemente a perverter, a tentar destruir-nos como a destruir a Obra de Deus.
O Nome de “Jesus” tem o poder de nos completar, nos encher de Paz, Alegria e Força , de energia ou ânimo para enfrentar a vida de uma forma nunca antes experimentada.
O Nome de Jesus envigora-nos, dá-nos Força, Coragem e Fé para enfrentarmos os nossos sofrimentos, a nossa humanidade, tornando os nosso problemas mais leves e fáceis de se viver.
O Que Se Deve Fazer
São Paulo afirma que devemos fazer tudo o que fazemos, quer em palavras, actos ou acções em Nome de Jesus. “Tudo o que quer que fazeis, fazei-lo em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo....” (Col 3:17)
Desta forma qualquer acto e acção torna-se um acto de Amor e de sacrifício e em assim agindo somos beneficiados com as graças e dons para executarmos como deve ser as nossas tarefas, sofrer como deve ser os nossos sofrimentos, aceitar como deve ser as nossas tribulações; viver de acordo com esse mesmo Amor, esse sentido de entrega e abnegação divina. Jesus ensina-nos e ajuda-nos a levar a nossa Cruz e a cumprir a nossa missão na Terra. Com a sua presença tudo se torna mais leve e mais possível.
Por isso urge que nos habituemos a pronunciar o Santo Nome, saturemos a nossa natureza, o nosso íntímo com o Poder desse Nome, repetindo “Jesus, Jesus, Jesus!” Façamos isso a todo o instante, quando acordarmos, quando nos vestimos, quando conversamos ou nos lavamos, quando comemos ou bebemos, a toda a altura do dia ou da noite, quando trabalhamos ou descansamos. Repitamos esse Nome enfim a todo o instante de uma forma automática, constante, activa, ao andar, respirar, pensar, em momentos de tristeza como em momentos de alegria, em casa, na rua, por todo o lado e a todo o instante. Não é a coisa mais fácil deste mundo? Só esse Nome, que é o Nome de Deus Entre nós, pode preencher qualquer vazio, satisfazer qualquer necessidade, dar significado à nossa própria vida. Por isso pensemos, vivamos, respiremos o Sagrado Nome de Jesus Cristo; que ele seja o nosso Escudo e a nossa Espada para a Vida.
Em suma, lembrai-vos que ao invocares o Nome de “Jesus” com amor e devoção
1. Estamos a dar Glória a Deus no Nome do seu Filho.
2. Estamos a receber Graças e Dons Divinos.
3. Estamos a ajudar as almas do Purgatório com as nossas preces; a conceder-lhes a Luz, o Amor e a Paz que essa devoção nos traz.
Seguem-se agora diversos testemunhos do Poder de devoção no Santo Nome de Jesus.
Capítulo 3
O Mundo Cristão Ameaçado, Salvo Pelo Santo Nome
No ano 1274 o Mundo Cristão foi vítima de certos males e vicissitudes, desentendimentos e apostosias que o protraram e quase levaram à sua extinção. A Igreja rodeada por inúmeros inimigos, falta de Fé e Amor viu-se cercada no interior como no exterior por um Espirito de corrupção, de má vontade e de desinteresse que quase levou à sua dissolvência, à alienação-- ao fim.
Foi tal a ameaça e o perigo disso acontecer que o Papa de então, Papa Gregório X, convocou um Concelho Especial de Bispos na cidade francesa de Lyon, isso para melhor resolverem o problema. Das reformas adoptadas, escolheram a mais directa e mais simples, mas a mais eficaz e profunda de todas. Constava da invocação do Santo Nome de Jesus; uma simples devoção; uma palavra imbuída na Pessoa de Jesus com o seu Carisma e Divindade e a sua promessa de connosco estar até ao fim dos tempos.
O Santo Padre exortou os bispos de toda a Igreja de então, mais seus sacerdotes, a invocarem com Fé e incessantemente o Nome de Jesus, assim como a fomentarem esse culto entre as populações. Só o que se exigia era a prática constante, automática e fervorosa da invocação do Nome de Jesus. O Papa encarregou os Dominicanos exactamente de incutirem esse culto onde quer que pregassem; uma tarefa a que eles se entregaram de alma e coração por todo o lado onde iam. Os seus irmãos os Franciscanos fizeram o mesmo. São Bernardim de Siena e São Leonardo de Port Maurice foram apóstolos ardentes do Santo Nome de Jesus.
Essa palavra de tão grande valor e significado para a nossa salvação conseguiu pois o milagre. Graças a essas medidas a Igreja logo se restabeleceu, conseguindo afastar os seus inimigos e trazer ordem e respeito ao culto de Cristo. Afastados foram todos os perigos, vicissitudes e ameaças. A Paz, a Harmonia, a Boa Vontade e a Fé voltaram à sociedade e a Igreja continuou a sua obra de evangelização e de Presença de Cristo entre os homens.
Essa é uma lição também para nós nos dias de hoje, visto que também nós estamos a atravessar uma era de confusão e de corrupção de valores, de desinteresse e de falta de Fé, mesmo de má fé e má vontade que estão a conduzir os homens para a guerra e para o ódio e falta de Amor, o que dá lugar ao terrorismo, à falta de entendimento, de paz e harmonia.
Nenhum governo ou governos parecem seguir o caminho devido ou impedir o rumo de incompreensão e intolerância, de violência, orgulho e perversão. Como no passado só pode existir uma solução, a prece e a oração; e que oração é mais adequada ao Espirito de hoje senão O Espírito de Jesus, essa divina e intemporária presença que podemos invocar com o simples e Bom Nome de Jesus? Como os apóstolos na tempestade trazemos connosco o Senhor, basta despertá-lo, manifestar a nossa ângustia e logo Ele trará a calma e a paz às águas; amansará a tempestade e nos conduzirá a bom porto.
Todo o Cristão de coração e Fé deve voltar denovo para Deus e pedir-lhe misericórdia e perdão; crer nele, esperar por ele, e amá-lo como exortou o Anjo em Fátima. A mais fácil e mais acessível oração , como já elucidamos, é sem dúvida alguma a toda a hora e minuto, a cada instante pensar em Jesus, invocar o seu Santo Nome e nos entregarmos a ele, a ele entregar todas as nossas tribulações, ânsias e angústias, todo os nossos sofrimentos e/ou a nossa fragilidade humana.
O mundo todo, toda a gente sem excepção pode invocar esse Santo Nome centenas de vezes ao dia, não só pelas suas intenções pessoais e intímas mas também para pedir a Deus que nos livre de tentações, dos perigos da alma e do corpo, assim como salvar o mundo: um mundo entregue ao ódio, à violência, ao desespero e ao desânimo, à falta de Fé, de Esperança e Confiança em Deus.
É de certo de admirar o que uma pessoa apenas pode fazer pelo seu país, pela humanidade toda com a sua oração. Lemos nas Sagrada Escritura, por exemplo, como Moisés salvou através da sua Fé e oração todo o Povo de Israel em exílio; livrou-o do jugo e da escravidão.
Da mesma forma uma mulher religiosa, Judite de Betulia, salvou a sua cidade e o seu povo quando os governantes dessa cidade desesperados se disponham já entregar-se aos seus inimigos. Nos assuntos dos homens vale a ajuda de Deus e o seu apoio para se atingir a vitória. Urge ter Fé, ter Confiança em Deus; não desistir; não desesperar; orar com todo o ser de coração e alma.
Não foi a cidade de Sodoma e Gomorrah que Deus destruíu pelo fogo devido aos seus inúmeros pecados e crimes do seu povo, mas que poderiam ter sido salvas se apenas dez bons cidadãos que vivessem entre eles por elas intercedessem?
Quantas vezes lemos sobre reis, imperadores, homens do Estado e comandantes de exércitos que depuseram toda a sua confiança e fé na oração como primeiro e último recurso, confiantes no Poder e na Força de Deus e sua Acção Sobrenatural. Se as preces de uma só pessoa têm o poder de produzir milagres e resultados de admirar imaginem as preces de muita gente os milagres que poderiam produzir?
O Nome de Jesus por ser curto e por estar impregnado do Carisma, Dinamismo e Divindade da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus Vivo, Deus-Feito-Homem, é a oração mais apropriada, mais dentro do mistério de Deus, com mais mérito do que qualquer outra oração. Por estar no cerne da Pessoa de Cristo, é a oração mais directa e eficaz que se possa fazer, mesmo quando trabalhamos, quanto estivermos involvidos em qualquer actividade física ou mental. Como alguém que bate à porta, é uma oração que é automáticamente atendida por Deus pois que se trata do Santo Nome de Jesus, aquele que morreu na Cruz para nossa salvação; aquele que disse, “ Batei e eu responderei.”
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Por isso peçamos em Nome de Jesus que nos livre dos perigos, ânsias e ângustias, tribulações ou qualquer outra calamidade que nos ameaça; nos guie pelo Caminho da Paz, do Amor, e da Luz nos nossos dias.
Capítulo 4
JESUS! JESUS! JESUS!
As Origens e História do Culto do Santo Nome
Portugal uma nação entre os mais antigas da Europa, formada por altura das grandes Crusadas, com uma tradição monástica muito rica, contribuiu para a instalação e divulgação do culto do Santo Nome. Uma peste devastadora assolou a cidade de Lisboa, a capital desse país em 1432. Todos os que o puderam fazer fugiram de imediato da cidade alastrando essa terrível praga pelos quatro cantos de Portugal.
Milhares de homens, mulheres e crianças de todas as classes socais e idades tornaram-se vítimas desse terrível hecatombe, essa cruel enfermidade. Era tão virulenta essa doença que as pessoas morriam por todos os lados, às mesas, nos bancos, nas ruas e nas casas, por jardins e praças, nas igrejas e lojas, nos mercados, vielas e pátios. A cidade tornou-se uma grande e nefasta morgue. Usando as próprias palavras dos historiadores, essa epidemia desvastou a cidade,” Como se um raio que por onde passasse tudo incendiasse; era de pessoa para pessoa, dos seus casacos, chapéus ou qualquer outra idumentária que vestissem.” Sacerdotes, enfermeiras, doutores, uma multidão de gente era carregada para valas comuns, ficando muitos corpos a apodrecer nos cantos das ruas, vielas e inúmeros jardins. Até os cães e os gatos lambiam o sangue desses cadáveres expostos ao ar alimentando-se da sua carne. Em pouco tempo ficavam eles também infectados pela doença espalhando-a ainda mais entre os humanos. Foi uma horrível calamidade que dessimou essa cidade de muitos dos seus cidadãos.
Entre aqueles que assistiam aos enfermos com um zelo e devoção religiosa constava um bispo, o Monsenhor André Dias que vivia no mosteiro de São Dominique. Esse religioso notando que não havia maneira da epidemia diminuir, mas cada vez mais aumentava de intensidade ; por onde quer que ia exortava as pessoas a se protegerem desse mal invocando o Santo Nome de Jesus. Pedia tanto aos vivos como aos moribundos, os doentes e aflitos para que clamassem com fé o Nome de Jesus. “Chamem por Jesus! Digam, “Jesus! Jesus! Jesus!” “Escrevam esse nome em cartões; guardem esses cartões em escapulários, como medalhas junto aos vossos corações! “Á noite coloquem esses cartões debaixo dos vossos travesseiros. Coloquem-nos sobre a umbreira das portas; invoquem sem cessar com os vossos lábios, mentes e corações a todo o instante esse Santo, esse Abençoado Nome de Jesus.”
Convicto dos dons de cura do Santo Nome, esse bispo, qual anjo da Paz, de Esperança e Amor; por todos os lados espalhou a mensagem de conforto e coragem, entre os enfermos, os moribundos e os aflitos. Contagiados por essa Fé e entusiasmo crentes no Poder do Nome de Jesus como Salvador, logos todos aqueles com quem ele lidava sentiam uma nova e redobrada energia para combater a doença e o medo que os vitimava. Cedo erguiam-se denovo para a vida. Como aconselhados, invocavam a todo o instante e por onde quer que iam o Nome de Jesus, assistiam aos outros e com eles partilhavam da sua nova convicção. Cedo essa simples palavra passou a ser sinónimo de cura, de vitória sobre a epidemia. A população rápidamene aderiu a esse culto e com todo o vigor passou a investir contra a doença; dando esperança aos enfermos, cura aos moribundos, coragem aos aflitos. Passaram a usar escapulários e medalhas com o nome de Jesus e a trazê-lo junto aos seus corações. Raro era aquele que não trouxesse consigo escrito sobre qualquer cartão ou pedaço de papel esse Santo Nome. Por cimas das portas por todo o canto da cidade como pelo resto do país esse nome surgiu numa explosão de fé que ia de culto individual, a missas e procissões do Santo Nome. Como resultado, a epidemia subsidiu, diversos milagres de cura e recuperação deram lugar ao caos. Milhares forem aqueles que escaparam ao suplício e equipados com uma nova força e energia tornaram possível o fim da peste.
Durante a peste, O bispo convidava os fiéis à igreja de São Dominique, onde pregava sobre o poder do Santo Nome de Jesus. Em Nome de Jesus ele benzia a água e aconselhava a todos que em Nome de Jesus aspergissem essa água por toda a cidade, sobre os rostos dos doentes e moribundos; que em Nome de Jesus enfrentassem a epidemia e a combatessem pela Fé no Poder e Graça de Jesus Cristo. Em pouco tempo, milagre dos milagres, os enfermos restabeleceram a sua saúde, os moribundos escapavam à morte e toda a cidade voltou ao normal com toda a sua vitalidade e vigor. A epidemia abrandou nos seus golpes assassínos e perdeu a sua virulência. Melhores dias se seguiram.
As notícias cedo espalharam-se pelo resto do país e todos de comum acordo adoptaram o culto ao Santo Nome, invocando o Nome de Jesus em devoções tanto pessoais como públicas. Em muito pouco tempo o país voltou a respirar saúde e a preparar-se para a sua grande epopeia, aquela que foi a Era dos Descobrimentos que o colocou na vanguarda do descobrimento e exploração do Novo Mundo. Como era de prever, até uma das ilhas do arquipélago dos Açores passou mesmo a ser chamada a Ilha do Nome De Jesus Cristo, hoje mais conhecida como a Terceira.
O culto do Santo Nome em Portugal passou a ter uma importância chave. Agradecidas as pessoas continuaram esse culto do Santo Nome mesmo até muito depois do fim da peste. Com grande devoção passaram a invocar o Santo Nome a todo o instante, especialmene em ocasiões de ânsia ou aflição; ângustia ou sofrimento, perigo ou ameaça, em qualquer agonia ou confusão. Esse Nome tornou-se sem dúvida alguma o baluarte da sua Fé. Impulsionados por esse culto fundaram-se confrarias do Santo Nome nas Igrejas de todo o país. Fizeram-se procissões e romarias todos os meses; ergueram-se altares e instauraram-se devoções tanto privadas como públicas por todo o lado. Assim, o que havia começado como uma praga para o país, passou a ser uma benção para esse mesmo país, que impulsionado pelo seu espiríto de aventura e coragem foi daí e em Nome de Jesus e da sua Igreja foi o primeiro na conquista dos mares e na descoberta de outras terras; dando “Novos Mundos ao Mundo.”
Capítulo 5
Genseric o Visigodo
No reinado de Genseric, o rei ariano dos Visigodos, um dos cortesões favoritos, o conde Armogasto converteu-se do Arianismo para abraçar a fé Cristã. O rei ao ouvir sobre o acontecimento ficou cheio de raiva e de seguida ordenou que o jovem lhe comparecesse para assim pessoalmente dissuadi-lo de tal, isso é de renegar à Igreja ou Fé Cristã e voltar ao Arianismo.
Confrontado pelo rei, O Conde Armogasto mostrou o seu calibre não cedendo à vontade do primeiro. Nem as ameaças, nem promessas deram resultado algum. O Conde manteve-se firme e fiel à sua nova doutrina. Por fim, furibundo, o rei ordenou que o atassem com cordas muito ásperas, o mais firmemente possível. A tortura foi enorme, mas a vítima não mostrou algum sinal de dor. A razão foi que ao começo da tortura, o Conde na sua fé invocou o Santo Nome de Jesus, repetindo duas ou três vezes, “Jesus, Jesus, Jesus!” e milagre, as cordas desfizeram-se como se de teias de aranha se tratassem, caíndo-lhe aos pés para espanto de todos os presentes.
Muito enfurecido, o tirano rei ordenou que atassem o Conde denovo, mas dessa vez com as veias e tendões de bois que eram rijos e duros como vergas. Mais uma vez os carrascos o ataram, reenforçando o aperto até à última, isso debaixo das ordens do rei que os instigava a apertar ainda mais; que dessem toda a força que tinham. Mais uma vez, na sua aflição o Conde invocou o Nome de Jesus e como de antes, as fitas arrebentaram por milagre, caindo-lhe aos pés perante a estupefacção de todos os presentes. Espumando de raiva, completamente fora de si, Genseric , o rei, deu ordens que pendurassem o Conde de cabeça para baixo de uma árvore. Orando e invocando o Santo Nome, O conde Armogasto, cruzou os braços e adormeceu tranquilamente como se deitado no sofá mais confortável que se pudesse imaginar.
O Nome de Jesus combinado com a coragem e a fé do Conde provou a incapacidade do rei em vingar a sua vontade. Da mesma forma, não nos esqueçamos que foi assim que os primeiros Cristãos enfrentaram tanto as multidões como os leões irascíveis. Invocando o Nome de Jesus enfrentaram as feras e o Poder de Roma. Em Nome de Jesus conseguiram dominar o Império Romano e fazê-lo ceder à vontade de Jesus e do seu Reino, conseguindo para ele essas mesmas multidões espalhadas pelos quatro cantos da Europa, onde quer que Roma havia antes imperado.
Capítulo 6
Há um outro testemunho do mesmo tipo que nos é narrado sobre um mártir em qualquer cantão da China, o venerável Bispo Dominicano, D. Melchior.
Numa das inúmeras persecuções na China, as quais, como nas arenas de Roma, deram muitos santos para a Igreja, este bispo convicto na Fé, foi apreendido e depois de ter sido exposto aos tormentos mais violentos condenaram-no a uma morte cruel.
Arrastado para uma praça pública, por entre arruos dos populares e a sua curiosidade em presenciar o martírio como um espectáculo digno de se presencear, D. Melchior foi exposto à ira dos seus agressores que o devestiram das suas vestes e o torturam por um longo tempo. Cinco deles armados de espadas cortaram-lhe os dedos um por um aos bocadinhos até ao toco. A seguir passaram a cortar-lhe os braços, depois as pernas; causando-lhe dores excruciantes. Finalmente cortaram-lhe a carne do corpo todo, expondo os ossos que depois quebraram. Durante esse suplício, o bispo não deu sinais de pânico ou de sofrimento algum. Mantinha antes um sorriso que intrigava e confundia os seus agressores. Durante esse tempo todo mermurava suavemente o Nome de Jesus, “Jesus, Jesus, Jesus!” Quanto mais cruéis os golpes, mais sereno ficava ele. Para assombro dos seus carrascos, o bispo nem chorava, nem gritava, nem gemia, até que horas depois da tortura ter dado início, ele expirou envergando o mesmo sorriso que houvera mostrado durante o suplício, sem demonstrar um queixume ou protesto que fosse. Conseguira essa pulsimanidade e ânimo graças ao Santo Nome de Jesus que nunca deixou de repetir durante toda a sua agonia.
Que consolação será que nós também poderemos experimentar dentro de nós se repetirmos com devoção e Amor e toda a concentração de alma o Santo Nome de Jesus. Durante a agonia é normal o não se conseguir dormir, o entrar em pânico, o perder a calma. Invocar o Santo Nome de Jesus nessas ocasiões é a forma mais eficaz de se conseguir a paz, a calma, o manter o ânimo e as forças que nos faltam e de provávelmente até se achar um pouco do necessário repouso e auto domínio para melhor enfrentar as tribulações e superar a aflição.
São Alexandro e os Filósofos Pagãos
A Religião Cristã deu um grande passo em frente durante o reinado do Imperador Constantino. Em Constantinople os filósofos e cultos pagãos viram os seus adeptos rápidamente abandonarem cultos antigos para abraçarem a religião Cristã, juntar-se às filas dos muitos Cristãos convertidos. Irritados com tal ordem de eventos, dirigiram-se ao próprio imperador exigindo que lhes fosse concedido uma audiência pública com o Bispo dos Cristãos, São Alexandre, quem nessa altura estava em frente do bispado de Constantinóplia, mas que não era nem filósofo, nem estratagista. Assim sendo, não temeu o representante dos filósofos pagãos, um orador eloquente e astuto de uma dialéctica perfeita que a todos confundia e fazia calar.
No dia do encontro perante uma vasta assembleia de eruditos, o tal filósofo com sua eloquência e astúcia, todo o seu dom de palavra atacou os ensinamentos da Igreja pondo-a ao ridículo, fazendo todos os outros filósofos e audiência rir e achar graça. O bispo escutou com atenção e de seguida invocou o Santo Nome de Jesus, sempre que o filósofo ridicularizava e difamava a doutrina cristã. Ao escutar a sua invocação, o filósofo confundiu-se, não sendo capaz de continuar o seu discurso. De um momento para o ouro deixou de fazer sentido algum; meteu, em outras palavras, os pés entre as mãos, ele próprio caíu no ridículo, para embaraço e confusão dos seus adeptos e apoiantes. Perdendo os seus dons de retórica, perdia a batalha contra os Cristãos e não teve outro remédio senão retirar-se e calar-se, não percebendo o que lhe havia acontecido.
Santa Cristiana era uma pobre rapariga Cristã e escrava no Kurdistão, uma região quase toda ela pagã. Era costume aí, quando uma criança ficava doente que a mãe a levasse a todos os lugares para que alguém ajudasse num diagnóstico e cura da mesma. Ora uma vez, uma mãe trouxe uma criança enferma até a casa de Cristiana. Quando perguntou se essa conhecia a forma de curar a criança, Cristiana olhou para a criança e exclamou, “Jesus! Jesus!” Logo de seguida, a criança que estava moribunda, sorriu e saltou de alegria. Estava completamente curada.
Este extraordinário facto cedo foi divulgado e chegou até ao conhecimento da Rainha, que também estava inválida. Ela ordenou que Cristiana comparecesse à corte. Ao chegar ao palácio a rainha perguntou-lhe se seria possível que ela usasse a mesma formula de cura para a sua doença, considerada incurável pelos doutores da corte. Cristiana mais uma vez com Fé e com vigor bradou, “Jesus, Jesus!” e como dantes o milagre repetiu-se. A rainha foi curada e passou a glorificar o Nome de Jesus.
Um terceiro milagre aconteceu alguns dias depois após a cura da raínha. O rei exposto a um perigo de morte do qual a salvação era impossível, ciente do Poder divino do Santo Nome de Jesus, que ele houvera presenciado na cura da esposa, bradou “Jesus! Jesus!” com igual Fé e convicção. Logo de imediato o perigo passou e sua majestade viu-se são e salvo fora de perigo. A pequena escrava foi convocada e por ela, ele e os da sua corte aprenderam tudo sobre os ensinamentos Cristãos e os seus mistérios especialmente sobre Cristo e o seu Amor por nós. Tanto o rei como todos da sua corte acolheram a nova doutrina e converteram-se ao Cristianismo. Cristiana tornou-se uma Santa pelo testemunho que deu da sua Fé e o seu dia de festa é no dia 15 de Dezembro.
São Gregório de Tours contou que quando era criança o seu pai adoeceu gravemente e ficou às portas da morte. Gregório orou fervorosamente pela sua cura. Enquanto dormia o seu Anjo da Guarda apareceu-lhe e ordenou que ele escrevesse o Santo Nome de Jesus sobre um cartão e o depûsesse debaixo da almofada do doente.
Na manhã seguinte, Gregório deu a conhecer à sua mãe sobre a mensagem do Anjo ao que ela o aconselhou obedecer. Ele assim fez, colocando o cartão debaixo da cabeça do pai. Para alegria de toda a família, o pai ficou melhor logo de seguida.
De certo poderíamos preencher páginas sobre páginas com os milagres e maravilhas possíveis através da invocação do Santo Nome de Jesus estes séculos todos e por tanto lado não só pelos testemunhos dos Santos, mas de todos aqueles que com fé e devoção invocam o Santo Nome de Jesus e são atendidos na sua prece.
Marchese diz, “ Eu recuso-me inumerar os milhares de milagres feitos e as graças concedidas por Nosso Senhor Jesus Cristo para com todos aqueles que são devotos do seu Santo Nome, porque São João de Chrysoston me elucidou que todos os milagres só são possíveis não pela santidade das pessoas em si, mas pela invocação de Jesus. Só através de Jesus e do seu Nome é que os milagres e prodígios são possíveis. Esse Nome tem sido a fonte número um de todos e tão grandes obras e milagres que deram glória a tantos Santos ou foram feitos para aumentar a Fé e a Acção de Deus entre os homens.
Cartões, Pagelas e Escapulários do Santo Nome
Cartões inscritos com o Nome de Jesus foram usados e recomendados primeiramente pelos fiéis do Santo Nome tais como o Monsenhor André Dias nos dias da peste que assolou Lisboa e todo Portugal, São Leonardo de Pont Maurice e São Gregório de Tours como já mencionados neste livrete.
A prática de cartões, escapulários e reliquias inscritas com o Nome de Jesus Cristo é recomendável pois ajuda na afirmação da Fé, na invocação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, na glorificação do Nome do Filho de Deus daquele que por nós morreu para nos redimir e salvar.
É isso mesmo que recomendamos aos nossos leitores, que também usem esses cartões e escapulários e propaguem o culto do Santo Nome de Jesus, trazendo consigo ou colocando debaixo dos seus travesseiros ou às portas dos seus quartos visuais do seu Santo Nome. Assim fazendo estarão a louvar, a celebrar a Pessoa de Jesus Cristo e a marcar a Sua presença no seu íntimo, no seu dia a dia, nas suas vidas.
Capítulo 7
Os Santos do Santo Nome
Todos os Santos demonstraram um grande Amor e Confiança no Nome de Jesus. Foram por Ele atraídos, conquistados, inspirados. Nele reconheceram todo o Poder e Glória do Deus Feito Homem, o Cristo que à terra veio para nos redimir, nos salvar, guiar para a Glória do Céu.
Distinguiram-se como Santos no seio da Santa Igreja pois dedicaram toda a sua vida toda a sua energia em seguir e enaltecer o Nome de Jesus. Em outras palavras tudo que fizeram, fizerm-no em Nome de Jesus para sua Glória e sua Majestade. Muitos deles fizeram milagres, expulsaram demónios, curaram, fizeram valer a vontade de Jesus entre os homens. Acudiram aos enfermos; aliviaram os aflitos, deram conforto e esperança aos que dela careciam, isso tudo em Nome de Jesus. Foi Jesus pois que permitiu tais milagres; quem os guiou e os doou com tais dons. São Pedro e os apóstolos, por exemplo, em Nome de Jesus curaram muitos doentes; fizeram muitos milagres e em Nome de Jesus instituíram a própria Igreja. Imbuídos do Espírito Santo, invocando o Nome de Jesus, converteram o mundo para a Boa Nova, tornaram possível um Novo Mundo. Todo o Mundo Cristão assenta ou tem as suas raízes no Nome de Jesus Cristo e tudo que esse Nome representa, isso é a sua Divindade, Seu Sacrifício e Morte e sua Ressureição.
São Pedro
O Príncipe dos apóstolos, São Pedro, que não passava de um pescador comum, iniciou a sua missão pregando sobre o Amor de Jesus aos Judeus nas ruas, no templo e nas suas sinagogas. Fê-lo inspirado na pessoa de Cristo, invocando o seu Nome e espalhando-o onde quer que pregava. O seu primeiro milagre ocorreu no Primeiro Domingo de Petencostes quando ia a entrar para o Templo com São João. Um paralítico bastante conhecido dos Judeus que frequentavam o Templo, estendeu a mão esperando por uma esmola. São Pedro disse-lhe,” Prata ou ouro eu não tenho, mas do que tenho te dou; em Nome de Jesus Cristo de Nazaré, homem levanta-te e anda!” (Actos 3:6) e logo o paralítico saltou sobre os seus pés e começou a andar entre exclamações de alegria.
Os Judeus ficaram espantados com o acontecido, mas o grande apóstolo dirigiu-lhes a palavra dizendo,”Porque é que vos espantais e mostrais surpresa? Como se fôssemos nós capazes pelo nosso próprio poder de o curar! Não, foi pelo Poder e para Glória de Jesus que este homem ficou curado.”
Como então têm sido inúmeros os milagres feitos em Nome de Jesus, o Filho de Deus, Deus-Feito Homem. Passamos a citar alguns desse inúmeros exemplos que mostram como os Santos ao invocar o Nome de Jesus e a sua Divína Memória, conseguiram os milagres e as curas que fizeram; o terem sido abençoados pela graça de Deus e terem desenvolvido dons e capacidades que os distinguiram entre os demais.
São Paulo
São Paulo tornou-se à sua maneira um dos pregadores mais cultos e mais influentes por estar ligado ao Santo Nome de Jesus. No príncipio, como é conhecido, ele era o perseguidor número um da Igreja, por quem votava um ódio e prazer destruídor fora do vulgar. Ele só estava bem perseguindo e torturando os seguidores de Cristo. Fazia tudo para impedir, dificultar e pôr fim ao culto de Cristo. Por onde quer que houvessem Cristãos a sua presença era logo sentida com ordens de prisão e tortura. Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu-lhe um dia quando esse ia a caminho de Damasco em perseguição de um grupo de Cristãos. Um relâmpago enorme fê-lo tombar do seu cavalo e prostou-o por terra. Jesus Cristo apareceu-lhe e ali mesmo o converteu à sua Pessoa e sua Causa, fazendo dele do dia para a noite do Inimigo número um em Defensor, Herói e Lutador Número Um dessa mesma Fé. Ele tornou-se o apóstolo incubido pelo próprio Espírito de Cristo para a missão de pregar e divulgar o seu Santo Nome entre os gentios, príncipes e reis, Judeus e não Judeus por todas as nações e povos do mundo antigo.
Depois do seu encontro com Cristo, Paulo passou a ter um grande e fervoroso Amor por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele começou a sua missão como Cristão depois do seu baptismo de fogo combatendo o paganismo, derrubando cultos de falsos ídolos, confundindo os filósofos gregos e romanos, não temendo ninguém, nem alguma coisa. Em Nome de Jesus com toda a coragem e determinação ao seu estilo, investiu contra as outras doutrinas e conquistou adeptos para a Causa de Cristo. O apóstolo da Coragem e da Convicção em Cristo foi ele que abriu enormes caminhos para a Igreja que antes perseguia e o mesmo que chegou a afirmar que já não era ele que vivia, mas era Cristo que vivia nele. Graças ao Nome de Jesus , o seu acreditar na Glória, Poder e Divindade de Cristo, tornou-se mais um importante pilar da Igreja e da Fé Cristã.
São Tomás de Aquinas
São Tomás de Aquinas falando de São Paulo diz, “São Paulo trazia gravado o Nome de Jesus na sua fronte, pois ele só pensava em proclamar, clamar a glória desse Nome para todo o mundo; ele tinha-o gravado nos seus lábios porque amava invocar o Nome de Jesus a todo o instante.; nas suas mãos porque sentia gosto escrever esse Nome nas suas cartas e epístolas; no seu coração porque o seu coração ardia de Amor e Fé por Ele.” Ele mesmo dizia, “ Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.” São Paulo, à sua maneira revela-nos duas grandes verdades sobre o Nome de Jesus. Primeiro que esse Nome contêm em si todo o significado da Pessoa de Jesus Cristo, o seu Poder e Glória; “Ao Nome de Jesus todo o joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos.” Sempre que dizemos ,”Jesus, damos a Deus Pai, ao Céu, à Virgem Maria e todos os Santos e Anjos uma tremenda e gloriosa alegria.
Segundo, ele aconselha-nos a usá-lo prolíficamente, “O que quer que faças em palavras ou acção, fá-lo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo,” e diz mais, “Quer quando comes, quer quando bebas, ou que quer que faças, fá-lo em Nome de Jesus Cristo.” Os Santos seguiram esse conselho através dos séculos, de maneira que todas as suas acções foram por Amor de Jesus. Foi através da sua devoção e grande Fé, sua entrega total na Pessoa de Cristo, que lhes advieram as graças e dons místicos. Graças ao Nome de Jesus tornaram-se Santos e fizeram milagres. Se seguirmos esse conselho do Apóstolo São Paulo, nós também comungaremos dessas graças e poderemos alcançar um elevado grau de Santidade, pois o Nome de Jesus tem o Poder de Deus Feito Homem; ele é o Filho do Criador.
Como poderemos fazer tudo em Nome de Jesus? Isso é como já nos referimos, adquirir o hábito de repetir o Nome de Jesus Cristo com frequência ao longo do dia; amá-lo; pô-lo no centro de todo o nosso pensar e actuar. Trata-se de um exercício de Boa Vontade, de total Amor e Confiança. Em outras palavras permitimos enxertar a nossa natureza naquela de Jesus Cristo e como São Paulo passar a sentir uma Nova Vida em nós, aquela de Cristo em nós.
Santo Agostinho
Santo Agostinho o grande doutor da Igreja satisfazia-se em repetir o Santo Nome de Jesus como exercício de concentração e de iluminação. Ele próprio referiu-se ao facto de preferir os livros que contessem o Santo Nome de Jesus em abundância. Neles ia buscar a Paz, a inspiração o apoio que necessitava.
São Bernardo
São Bernardo sentia um prazer e consolo em repetir o Santo Nome de Jesus. Ele referia-se a isso como que um mel de raras qualidades que lhe trazia uma Paz interior de grande valor e o alimentava. Nós também sentiremos enorme satisfação e uma paz interior descer aos nossos corações e nossas almas se imitarmos São Bernardo e como ele repetirmos sem cessar o Santo Nome de Jesus.
São Dominique
São Dominique passou a sua vida pregando e conferenciando com heréticos, pessoas de baixos valores e pouco respeito pelo sacro. Era seu costume caminhar de lado para lado debaixo do calor de Verão como durante os gêlos dos Inverno a fim de pregar e cumprir a sua missão. Os heréticos albigensianos, quem ele tentou converter, eram mais como demónios à solta do inferno do que mortais. As suas doutrinas eram detestáveis. Tinham valores muito baixos e dedicavam-se a vários crimes e abusos. Apesar de tudo, São Dominique pelo seu esforço e convicção conseguiu converter 100,000 desses depravados e transformá-los não só em cidadãos decentes, mas em gente Santa que como ele passaram a honrar as suas pessoas em Nome de Jesus Cristo. Constantemente involvido na sua missão, São Dominique exigia pouco de todas as suas tarefas e sacrifícios; só queria passar a noite em frente ao Santíssimo Sacramento e aí intensamente manisfestar o seu grande Amor por Jesus Cristo. Quando o seu corpo já não podia mais, ele encostava a cabeça ao altar para descansar um pouco. Depois continuava a sua conversa íntima com Jesus. Pela manhã celebrava a Missa com um ardor e vigor de um Serafim ao ponto no meio da celebração ter sido observado a levitar em místico extâse. Ponha toda a sua energia e toda a sua mente no Nome de Jesus e em Nome de Jesus evangelizou, o glorificou.
São João da Saxonia
São João da Saxonia, quem sucedeu a São Dominique como Mestre Geral da Ordem, foi também um pregador de óptima qualidade. Ele tinha o dom da palavra
E conseguia captar as suas audiências de uma forma cativante, especialmente quando falava de Jesus.
Muitos professores de Universidades apreciando os seus sermões ocorriam onde quer que ele pregasse; também eram muitos os que de imediato se juntavam à Ordem, tornando-se monges dominicanos o que fazia com que muitos outros temessem participar em tais sessões, não fossem eles também induzidos a tornarem-se monges e perder a sua vontade própria. Foram tantos os que foram atraídos e convencidos pela eloquência deste Santo que quando anunciavam a sua visita à cidade, o prior do convento tratava logo de comprar bastante tecido branco para fazer os hábitos daqueles que de certo passariam a fazer parte da Ordem. Através do seu carisma e dom da palavra conseguiu que mil novos monges dessem entrada na Ordem Dominicana, entre eles muitos professores universitários das melhores universidades da Europa.
São Francisco de Assis
São Francisco de Assis, aquele místico de cariz ardente que demonstrou um grande Amor por Jesus Cristo e todas as criaturas, sentia uma grande alegria em invocar inúmeras vezes o Nome de Jesus. São Bonaventure diz que o rosto dele todo se iluminava e a sua voz se enternecia ao invocar o Santo Nome de Jesus. Não é pois de espantar que ele tivesse adquirido nas suas mãos, pé e lado do peito os estigmas das Cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, isso como vestígio e sinal do seu tão grande Amor, a sua Paixão por Jesus.
(Aqui deve-se mencionar São Bernardine de Siena (1380-1444) um padre Fransciscano que foi talvez o maior pregador da devoção no Santo Nome de Jesus. Os seus sermões atraíram enormes multidões de toda a Itália conforme ele pregava sobre o Santo Nome de Jesus (editor 1953)
São Inácio de Loyola
São Inácio de Loyola foi outro Santo que se dedicou com toda a sua alma e coração à devoção e culto do Santo Nome de Jesus. A Sociedade que ele fundou deu ele o Nome de “Sociedade de Jesus.” Esse Santo Nome tornou-se o escudo e espada em defesa dessa Ordem contra os seus inimigos assim como a garantia de santidade e das graças de Cristo para os seus membros. A Sociedade de Jesus, é sem dúvida alguma um estabelicemento de grande mérito, graças ao seu Santo Nome.
São Francisco de Sales,
São Francisco de Sales, não sente nenhuma hesitação em afirmar que aqueles que têm por hábito o repetir o Santo Nome de Jesus podem ter a certeza de vir a morrer uma santa e feliz morte.
Não há que ter dúvida disso, visto que sempre que dissermos, “Jesus,” estamos a aplicar o sagrado sangue de Jesus às necessidades das nossas almas, enquanto estamos ao mesmo tempo a implorar a Deus que nos conceda o que prometeu concedendo-nos as graças que precisamos em Nome do Seu Filho Jesus. Quem quer, pois, ter uma morte santa, pode consegui-lo repetindo o Nome de Jesus em seu auxílio. Não só obteremos uma morte santa, como o nosso tempo no Purgatório será suavizado, atenuado pelas promessas de Cristo e quem sabe seremos chamados ao Céu em pouco tempo, se grande fôr a Fé, o nosso fervor e confiança em Jesus Cristo.
Muitos Santos passaram os seus últimos dias repetindo constantemente, sem cessar, “Jesus, Jesus!” No Nome de Jesus acharam a sua âncora de salvação, a sua esperança e conforto.
Todos os doutores da Igreja são unânimes em afirmar que o Demónio reserva os seus ataques e tentações mais fortes, investe contra nós nos últimos momentos e por isso enche a mente dos enfermos com dúvidas e medos, terrores e tentações, esperando conseguir dominar a alma que mais depressa se entregue ao desespero e desalento. Felizes daqueles que em vida fizeram todo o seu melhor para adquirirem o hábito de oração, especialmente na invocação do Santo Nome de Jesus.
Factos como estes que mencionamos encontram-se nas vidas de todos os grandes servidores e seguidores de Deus, que pela sua Fé e Fervor se fizeram Santos e atingiram altos níveis de Santidade e misticismo adoptando esta tão simples e pura devoção que é a invocação do Santo Nome de Jesus.
São Vincente de Ferrer
São Vincente de Ferrer foi um dos maiores pregadores que se possa imaginar. Ele, como São Dominique converteu criminosos da pior espécie, trouxe-os ao caminho; transformou-os nos mais ferverosos e devotos Cristãos. Além desses também converteu 80,000 Judeus e 70,000 Mouros. Um prodígio que só ele conseguiu com a sua fé e fervor em Cristo. Para se canonizar um Santo, a Igreja exige três milagres, enquanto na bula de canonização de São Vicente de Ferrer se registaraam 873 desses milagres.
Esse Santo ardia de Amor pelo Santo Nome de Jesus e através da sua grande devoção era capaz de fazer fantásticos milagres, impressionantes curas e outras obras espantosas.
Por isso, nós também pelo poder e graça do Nome de Jesus e sua Omnipotência e Amor, podemos obter graças e favores sobrenaturais. Os mortais mais fragilizados ou mais habandonados pelo Seu Nome podem tornar-se mais fortes; os enfermos restabelecem a sua saúde, os mais carenciados e aflitos nele encontram a sua consolação e conforto. No Nome de Jesus encontra-se a energia, a Força e o Poder do próprio Deus, nosso Criador. Ele é sem dúvida alguma o Nosso Senhor dos Milagres; o Senhor de todo o Bem e toda a Glória, quem por nós morreu para nossa salvação.
Vale sim, pois, criar o hábito de repetir sem cessar o Nome de Jesus, “Jesus! Jesus! Jesus!” Afinal é uma devoção que não exige muito tempo, ou concentração. Trata-se de um ritual quase trivial. muito fácil, simples e directo, e é, além disso, um remédio infalível para protecção às tentações e artimanhas do demónio.
São Gonçalo de Amarante
São Gonçalo de Amarante gozou de um alto grau de santidade, graças à prática de frequentemente repetir o Nome de Jesus.
São Gil de Santarém
São Gil de Santarém tinha uma tal devoção e gosto em enunciar o Nome de Jesus que, como São Dominique, era capaz de levitar em extâse enquanto em oração, balbuciando o Nome de Jesus.
Aqueles que respeitam o Santo Nome de Jesus e por ele têm uma fé especial, completamente se entregam à sua devoção, também são capazes de sentir uma grande paz interior e confiança em Deus, “uma Paz que não é deste mundo,” que só Deus na sua infinita misericórdia pode conceder; uma Paz “que vai aquém de toda a lógica humana ou compreensão.”
São Leonardo de Port Maurice
São Leonardo de Port Maurice também tinha uma grande e especial predilecção pela devoção do Santo Nome de Jesus. Nas suas missões contínuas ensinava ao povo que se amontoava em seu redor para ouvir as maravilhas do Santo Nome, incutia neles a sua fascinação pelo Santo Nome. Fazia-lo com tal amor que as lágrimas pelo entusiasmo lhe ocorriam aos seus olhos e daqueles que o escutavam.
Ele aconselhava todos que pusesse um cartão com o Divino Nome de Jesus e o colocassem às suas portas. Isso foi feito com os melhores resultados, pois muitos foram socorridos de doenças e de aflições de vária ordem.
Conta a história, que um deles se viu impossibilitado pois como vivia na casa de um Judeu, que lhe negou autorização para manifestar tal devoção. Proibído de colocar o Nome de Jesus à sua porta, o Católico resolveu então colocar o Nome de Jesus à janela dos seus aposentos. Alguns dias depois disso houve um grande incêndio no prédio que veio a destruir todos os aposentos do Judeu, mas não o do Católico. Isso foi registado como um milagre do Santo Nome, visto que de todos os aposentos só aquele que estava assinalado com os letreiros com o Santo Nome escapou ao incêndio.
Este facto tornou-se público e como era de esperar contribuíu naquela época para a propagação ao culto do Santo Nome de Jesus, nosso Salvador. Toda a cidade de Ferrajo, no Norte da Itália, testemunhou esse prodígio e o registou nos seus anais como um caso fora do comum.
Santo Edmundo
Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus, Rei da Humanidade
Santo Edmundo votava de uma devoção especial pelo Nome de Jesus que Nosso Senhor, Ele próprio nele incutiu.
Conta a história que quando estava no campo e momentáriamente se separou dos seus companheiros que uma bela criança lhe apareceu e perguntou, “Edmundo, tu não me conheces?” ao que Edmundo retorquiu que realmente o não conhecia. Foi quando a criança lhe elucidou, “Olha para mim, Edmundo, e já vês quem sou.” Edmundo olhou para a criança com olhos de ver e notou escrito sobre a fronte dele a seguinte rúbrica, “ Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.”
“ Agora já sabes quem eu sou,” disse a criança, “Todas as noites faz o sinal da Cruz e repete o seguinte: ‘Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.’ Esta oração proteger-te-há a ti e a todos os que usarem e vos livrará de mortes inesperadas. Acredita em mim.”
Edmundo fez como havia sugerido a criança. O demónio tentou impedi-lo uma vez e segurou-lhe as mãos para que ele não pudesse persignar-se. Edmundo invocou o Nome de Jesus e o demónio fugiu aterrorizado, nunca mais se metendo com ele dali avante.
Muita gente pratica essa simples devoção e assim o fazendo escapam a mortes tenebrosas. Outros com a água benta no dedo indicador soletram nas suas frontes as letras, “I.N.R.I.” as iniciais assinaladas na Cruz por Pilatos que significam, “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.” Santo Alfonso recomenda estas duas práticas como essenciais.
Santa Francesca de Roma
Santa Francisca de Roma possuía o dom extraordinário de ver e falar com o seu Anjo da Guarda a qualquer momento. Quando pronunciava o Nome de Jesus, o Anjo ficava radiante de alegria e baixava a cabeça em extrema adoração. Às vezes o demónio também se interponha tentando intimidá-la e confundi-la com o seus ataques, mas ficava fora de si, cheio de raiva, desvairado, aterrorizado sempre que ela pronunciava o Nome de Jesus.
Santa Jane Frances de Chantal
Santa Jane Frances de Chantal, esta santa conhecida de São Franscisco de Sales aprendeu muitas bonitas devoções com esse seu conselheiro espiritual. Tinha uma tal paixão pelo Santo Nome que chegou a gravá-lo no peito com um ferro a arder. Santo Henrique de Suso fez o mesmo com um estilete de aço.
Não é que recomendemos não essa prática extrema de devoção ou tenhamos todos que exibir a nossa Fé de uma forma tão drástica ou termos a coragem e o ânimo de inscrever a fogo e ferro o Nome de Jesus no nossos próprios corpos. Chegar a esses extremos só inspirados por uma devoção sobre-humana fora do normal mais próprio dos místicos e santos.
Santa Catarina de Racconigi
Santa Catarina de Racconigi, por exemplo, uma filha de São Dominique, era tão devota do Santo Nome, repetia-o com tal frequência e fervor, que ao morrer foram-lhe encontrar o coração místicamente gravado com o Nome de Jesus.
Como ela todos nós podemos elevar o Nome de Jesus pela a oração e assim gravar para a eternidade as nossas almas com tal Nome, para que os santos, anjos e arcanjos do Céu possam reconhecer fácilmente a nossa ligação com Jesus, nosso Salvador e Pastor.
Santa Gemma Galgani
Santa Gemma Galgani, uma santa mais próximo dos nosso dias, tinha também o dom de conversar com o seu Anjo da Guarda, isso frequente e intímamente. Muitas vezes ela e o seu Anjo da Guarda participavam em mútua evocação do Nome de Jesus, competiam até atingir a expressão mais terna de o fazer. As entrevistas com os eu Anjo da Guarda eram de natureza simples, quase infantis e familiares. Ela falava com ele, observava o seu rosto e fazia-lhe muitas perguntas tal como uma filha a um pai, ao que o Anjo com muito afecto e ternura lhe respondia.
O anjo levava muitas mensagens dela para o Senhor, a Virgem Maria e os Santos e vice-versa. O Anjo tinha uma dedicação extremosa para com a sua protegida. Ele ensinava-a a orar e meditar, especialmente na Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Rei e Senhor. Ele dava-lhe muitos e bons conselhos e admoestava-a sempre que ela fazia alguma coisa que não devia ter feito, isso é, seguia a sua natureza humana. Esse anjo contribuíu em outras palavras para o aperfeiçoamento e santidade de Santa Gemma. Ambos estavam ligados por um grande e extenso Amor ao Nome e Pessoa de Jesus, o Rei dos Reis, O filho de Deus, Deus Feito Homem.
Capítulo 8
A Doutrina do Santo Nome
Cabe-nos agora explicar a doutrina do Santo Nome—(o capítulo mais importante deste livrete) de forma a elucidar os leitores sobre o Poder, o Valor e Glória do Santo Nome e sobre a forma em como os Santos através do Amor e Adoração a Ele conseguiram os milagres e os dons místicos porque ficaram conhecidos. Em Jesus Cristo foram buscar a sua santidade, as graças e bençãos que nós também podemos usufruir se como eles confiarmos, nos entregarmos e acreditarmos Nele, O Filho de Deus Feito Homem. Jesus é pois aquela Força divinizadora que empresta à nossa humanidade qualidades, graças e dons divinos.
O caro leitor poder-se-há perguntar, como pode uma simples palavra ser responsável por tantos prodígios?
A resposta como a pergunta é simples. Primeiramente, no Nome está a essência da Pessoa em si. Ora era pessoa, “Jesus,” ou “Immanuel” significa Deus connosco, entre nós; o Nome escolhido para o Filho de Deus. Depois, com uma simples palavra ordenou Deus a Criação. Não é ele o Verbo e a Verdade? Com a sua palavra formou o Sol, a Lua, as Estrelas, as altas montanhas e toda a face da Terra, desde os mares, aos animais e ao Homem; esse segundo a sua própria imagem. Com uma palavra ele sustenta o universo, toda a vida desde o ventre até ao último suspiro dos todos e cada um dos seres vivos. Jesus é parte dessa sua natureza, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, um com o Pai e o Espírito Santo.
Também não é verdade que, segundo a nossa crença, o sacerdote na missa é capaz do prodígio dos prodígios, o consagrar o Pão e o Vinho e os transformar no Corpo e Sangue de Jesus, isso em Nome de Jesus Cristo? Não é essa a nossa doutrina? Não é na Missa que o Milagre da Cruz se repete para nossa Salvação, Conforto e Vida? Ele transforma uma pequena hóstia branca no Deus dos Universos, da Terra, como do Céu, isso em Nome de Jesus, isso pelo seu Poder e Autoridade? Ainda que só Deus possa perdoar os pecados, não é o sacerdote que em seu Nome absolve os pecados mais triviais aos crimes mais hediondos? Em Nome de Jesus Cristo não tem a Igreja o dom de ligar a Terra ao Céu e tudo o que fizer na Terra ser aceite no Céu?
Como assim? Porque Deus dá às suas palavras o Poder e a Dimensão Divina. Ele é a Verdade e a Vida. Como os raios do Sol as suas palavras têm o dom criador, emprestam a vida à terra e tudo sobre o que nela habita.
Assim, pois, Deus na sua imensa Glória dá a cada um de nós uma Palavra, O Verbo, seu Filho Unigénito, quem por nós se fez Homem e por nós se entregou na Cruz; Ele que é o Caminho, a Luz, aVerdade e a Vida-- Jesus. Neles enxertados partilhamos da sua Divindade. Em seu Nome podemos dialogar com Deus Pai, e sermos com toda a legitimidade seus Filhos. É no Nome de Jesus, pela sua Paixão, Morte e Ressureição que conseguimos esse Novo Estado e relação com Deus, dele nos aproximarmos, numa nova aliança.
Jesus é esse elo de aliança entre Deus e a humanidade. Tem em mente o que São Paulo diz sobre o Santo Nome, “É um Nome acima de todos os nomes e que...
Ao Nome de Jesus todo o joelho se dobra mo Céu, na Terra e nos Infernos.”
Mas porquê?
Porque Jesus quer dizer, “Deus-Feito-Homem,” isso é incarnado na nossa natureza, natureza humana; Deus concebido na sua Criação. Ora, quando o Filho de Deus se tornou homem deram-lhe o Nome de Jesus, de forma que quando dizemos Jesus estamos a invocar, a oferecer ao Pai Eterno o Nome da sua predilecção, o Amor Infinito da sua própria Natureza, os infinitos méritos de Jesus Cristo; em outras palavras estamos a oferecer ao Pai o seu próprio Divino Filho, Nosso Senhor; seu mistério da Incarnação.
Muitos Cristãos não se capacitam na realidade do que se trata essa Incarnação. Contudo esse Mistério é a maior prova que Deus nos dá do seu Infinito Amor por nós, o mundo. Em Jesus Cristo temos o seu Amor Infinito ao nosso lado. Em Jesus Cristos passamos a ser uma Criação muito especial. Por Jesus Cristo podemos também dirigirmo-nos ao Pai, como “Pai Nosso.”
A Incarnação
Deus fe-ze homem porque nos amava, mas se não compreendermos esse Amor, que nos vale a nós?
Deus, o ser Infinito, sem fim, eterno, omnipresente, omnipotente, omnisciente, Criador do Céu e da Terra reduziu toda a sua glória, Poder e Majestade, toda a sua Magnimidade na Pessoa de uma criança, indefesa e frágil para se tornar como nós e assim fazer valer o seu Amor e conseguir o nosso, nós que fomos criados à imagem Dele. Enxertados em Jesus Cristo fomos elevados ao Divino, graças ao sacrifício da Cruz e à Entrega de Jesus por nós.
Ele foi concebido pelo Poder do Espírito Santo dentro do ventre da Virgem Maria e ali feito embrião humano nasceu como qualquer um de nós. Nasceu num estábulo em circunstâncias precárias no meio do Inverno. Teve por companhia sua Mãe e José e dois animais. Foi pobre e humilde. Viveu 33 anos. Aprendeu com o seu Pai adoptivo, José, a arte de carpintaria. Trabalhou e suou, sentiu como qualquer um de nós a sua humanidade. Com o seu Pai Divino aprendeu a buscar e cumprir a sua Missão. Orou, aprendeu, ensinou, sofreu, foi humilhado e cruxificado. Como Deus fez milagres e em todos incutiu o Amor por Deus, por Nosso Amor e Amor a Deus, entregou-se na Cruz. Ensinou-nos o Pai Nosso como catequismo novo:
Pai Nosso que estás nos Céus, Santificado seja o Vosso Nome, Venha a Nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu. O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Sendo Deus, escolheu o ser servo ou escravo da humanidade, por nós entregando a Sua Vida. Quiz ensinar-nos, mostrando-nos o Caminho do Bem e do Amor pela sua entrega total. O seu sacrifício foi de tal ordem que nem os Anjos mais elevados do Céu acreditariam nisso, se lhes não fosse revelado por Deus.
Foi um acto de Amor de tal forma fora do vulgar, que os Judeus, o povo que esperava o Salvador, o Messias, ficaram escandalizados, incrédulos em como O Rei dos Reis, Deus se humilharia do modo em como se humilhou. Não conseguiram aceitar a idéia de que o Rei dos Judeus se entregaria como um Servo, se juntaria aos pobres e habandonados; morreria entre dois ladrões como qualquer outro criminoso e não buscaria como David e Salomão as riquezas e poderes dignos de um Rei dos Reis.
São Paulo diz que Deus usou todo o seu Poder, Bondade e Sabedoria para por nós se tornar um ser humano; “Ele deixou-se unir à sua Criação. Assumiu a nossa humanidade. Se depejou na sua Criação.” Em outras palavras incarnou.
Nosso Senhor confirma essas palavras do Apóstolo quando disse: “Por Amor que mais poderia Eu Fazer?”
Isso tudo Deus fez não pela humanidade em geral, mas por cada um de nós em particular. Sendo Deus, ele buscou cada um de nós no Passado, Presente e Futuro e é com cada um de nós em especial que ele se liga. Mantêm isso na tua mente e coração e confia Nele; confia que ele realmente se interessa por ti, com a tua vida, com todo o teu ser, desde o teu príncipio quando ainda eras uma pequena semente dentro do ventre de tua mãe, até ao teu último suspiro e não só até toda a eternidade. Será que acreditas, será que podes imaginar tanto Amor? Confia.
Caro leitor, que Deus seja capaz de tanto Amor; que ele te ama exclusivamente até ao âmago do teu ser, é uma realidade. Que felicidade, que consolação a tua se pudesses alcançar, compreender esse Seu Amor por ti. Por ti, por cada um de nós de uma forma íntima e pessoal ele se entregou na Cruz. Por nós, por ti e por mim ele ressuscitou e está sentado à direita de Deus Pai, sempre atento, sempre amante, sempre esperando por nós e o nosso amor.
Além disso, Nosso Senhor fez ainda mais, concedeu pela sua graça, que nós pudessemos usar dos seus méritos, ter um contacto mais vivo e real com o Pai. Por isso Ele, pelo mistério da Consagração continua a sua entrega de Amor. Na Eucaristía e no Santíssimo Sacramento ele marca a sua presença disposto a ouvir-nos, a servir-nos, a denovo se entregar por nós. Invocando o seu nome, nele pensando, a ele entregando todo o nosso ser, cada momento das nossas vidas, todos os actos e acções. Incendiados pelo seu Amor, passamos a entrar em comunhão com Deus e com Deus ficamos ligados para a eternidade.
É isso que podemos fazer. Todas as vezes que invocarmos o Nome de Jesus com Fé, Convicção e Fervor, estamo-nos a aproximar de Deus, a permitir que o seu Reino venha até nós. Por Jesus Cristo, Com Jesus Cristo, Em Jesus Cristo, tornamo-nos parte do Corpo de Cristo e portanto herdeiros da sua Paz, das suas graças e dons, da sua Divina Bondade e Amor e como Filhos de Deus passamos a ter uma Nova Vida.
É natural ficares surpreendido e confuso com esta fantástica doutrina. Contudo confia na Pessoa de Jesus Cristo, segue-o, pois ele É o Nosso Pastor; Ele é o Caminho e a Vida. Ninguém vai ao Pai, senão através dele. Pela invocação assídua e persistente deixa-te dominar pela Sua Presença. Aprende a dizer o seu Nome com todo o teu Amor e devoção, tantas quantas vezes necessitas, quando te faltar o ânimo ou a coragem; necessites de conforto ou de apoio; te sintas só e abandonado; estejas doente ou desesperado; em todas as tuas aflições, ânsias ou agonias, chama por ele. Bate e ele te abrirá as portas do seu coração. Lembra-te também que ele está presente tão real como no Céu na Eucaristia e Santíssimo Sacramento. Visita-o ali; vai ao Seu encontro. Entrega-te a Ele.
No futuro, ao invocares o Nome de Jesus, lembra-te que estás a oferecer a Deus Pai todo o Amor de Cristo, a sua Vida e Paixão. Não poderás oferecer-lhe nada mais apropriado, nada mais querido e sacro do que a Vida do seu Filho Unigénito.
Ao empregares o Nome de Jesus, lembra-te de agradecer a Deus pelo Sacríficio do Nosso Redentor, sua Incarnação e seu Sacrifício de Vida. Invoca o Nome de Jesus num Espírito de Amor, de Entrega, de Reconhecimento.
Quando viveu na Terra, Ele curou uma vez dez leprosos da sua horrível enfermidade. Felizes por terem sido curados eles afastaram-se alegres e despreocupados. Só um deles voltou para lhe agradecer. Jesus, ofendido pela falta de consideração do resto deles perguntou, “Onde estão os outros nove?” Foi ele também que nos exortou a sermos perfeitos como o Pai que está nos Céus. Amemos Deus, invoquemos Deus, demos graças a Deus de uma forma não egoísta, incondicionalmente. Amemos Deus com todo a mente e coração; como Cristo o fez, como verdadeiros Filhos.
Não estará Deus ofendido connosco, magoado comigo e contigo pela nossa falta de Amor, o não lhe agradecermos o bastante, o não darmos o devido valor à sua Incarnação e Padecimento? Em Fátima, a Virgem Maria ensina os três pastorinhos a orar da seguinte maneira: “Meu Deus eu creio, espero e amo-vos; peço perdão para os que não creêm, não vos esperam e não vos amam.” Quem ama usa de cortesia, de consideração, de delicadeza. A cortesia, delicadeza e consideração são qualidades de uma civilização mais avançada.
Santa Gertrudes tinha o hábito de numa pequena oração agradecer a Deus o Ele ter-se tornado Homem para a nossa salvação. Nosso Senhor apareceu-lhe um dia e disse-lhe, “Minha Filha; todas as vezes que honras a minha Incarnação com a tua prece, eu viro-me para o meu Pai e ofereço os méritos da minha Incarnação por ti e todos aqueles que fazem como tu.”
Façamos nós também como Santa Gertrudes e invoquemos o Santo Nome muitas vezes com o Espírito de gratidão e amor pelo que Jesus fez por nós com a sua Incarnação. Confiemos que em invocando o Seu Santo Nome seremos dignos das suas benção e graças, que faremos parte do seu Reino. Não foi ao ladrão que usou de bondade que ele garantiu, “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.” Sejamos bons, meigos e justos e nós também veremos a Deus.
A Paixão de Jesus Cristo
O segundo significado da palavra, “Jesus,” é a Morte, a Entrega de Jesus na Cruz, como São Paulo nos diz, “Nosso Senhor mereceu a glória do seu Nome por essa mesma Entrega, esse sacrifício, sofrimento e morte por Nosso Amor.”
Por isso, quando dizemos “Jesus,” oferecemos também a Paixão e Morte de Nosso Senhor na Cruz, a Deus Pai como a dávida legada pelo próprio Cristo, seu Amor e Glória, para as nossas intenções.
Assim, como Nosso Senhor se tornou Homem por cada um de nós pessoal e individualmente, como se fossemos os únicos, da mesma forma a sua entrega na Cruz foi feita com as nossas intenções em mente. Quando ele agonizava na cruz, fê-lo por mim e por ti. Ele tinha a mim e a ti em mente, cada um de nós. Por cada um de nós sofreu cada tormento, cada agonia. Cada gota do seu precioso sangue foi derramado por cada um de nós; toda a humilhação, insulto, e vitupério Ele aceitou e recebeu por nosso Amor, até ao fim dos tempos. Os méritos do seu sacrifício ele doou para a nossa salvação. São esses méritos, essa oblação do Amor mais profundo e real que podemos oferecer a Deus Todo Poderoso.
É isso que acontece todas a vezes que invocamos quer em mente, quer em palavras, quer em acções o Nome de Jesus. Ao mesmo tempo sejamos reconhecidos e agradeçamos a Deus, Nosso Senhor, com toda a gratidão, o seu sacrifício da Cruz e a sua Presença em cada altar e sacrário onde continua a sua Entrega de Corpo e Sangue.
Faz impressão como tão poucos Cristãos conheçam o valor e o significado do Santo Nome de Jesus; reconhecem a sua divindade, seu Poder e Glória. Poucos são os que realmente alcançam as quantas graças que se podem obter pelo simples culto nesse Nome. Triste e deplorável ignorância essa.
Como Partilhar nas 500, 000 Missas Diárias
A terceira intenção que devemos manter em mente quando invocamos o Nome de Jesus é o oferecermos as missas que estão a ser celebradas à roda do mundo para a Glória de Deus, para as nossas necessidades, nossa salvação ou outras intenções. Cerca de 500, 000 missas são celebradas todos os dias e nós poderemos e devemos partilhar em todas elas.
A missa é o sacramento que torna possível pela Fé a presença de Jesus Cristo nos nossos altares. Em cada missa a sua presença torna-se tão real como quando eles se tornou homem no ventre de sua mãe, Maria Santíssima. Em cada missa, como então no Calvário, ele entrega-se em sacrifício por todos nós, ainda que em forma mística, não sanguinolenta, no milagre da Eucaristía. A missa, qualquer missa é celebrada não só pelos que estão presentes, mas todos aqueles que desejam ouvi-la e oferecê-la com o sacerdote a Deus Pai. No mistério da missa passamos, como membros do Corpo de Cristo, a ser alimento, a ser comunhão, a faze parte integrante desse mistério.
Tudo o que se deve fazer é invocar o Nome de Jesus com toda a reverência e concentração, com a intenção de oferecer todas essas missas como parte do Corpo Místico de Cristo. Assim fazendo conseguimos a graças dessas mesmas missas como se nelas todas presentes. É uma graça sobrenatural assistir a uma missa e oferecê-la pelas intenções mais santas, quer as nossas intenções mais íntimas, quer aquela das almas do Purgatório, quer aquelas para nossa salvação e do mundo.
Por isso, sempre que digamos, “Jesus,” que seja a nossa intenção:
• Oferecer a Deus todo o Amor Infinito e os méritos sagrados da Incarnação de Jesus Cristo.
• Oferecer a Deus a Paixão e Morte de Jesus Cristo como sinal do Nosso Amor.
• Oferecer a Deus todas as 500, 000 missas celebradas pelo Mundo fora para sua glória e as intenções mais íntimas e mais santas, quer para nossa salvação como salvação do mundo.
Portanto num Espírito de Amor e Fé, tudo o que temos a fazer para pedirmos a Deus pela o seu auxílio é o invocarmos o Nome de Jesus e usarmos o Nome de Jesus como nossa tábua de salvação; recorrer a ele para qualquer necessidade que tenhamos. Afinal em Nome de Jesus tornamo-nos filhos de Deus com toda a legitimidade e pedir ajuda a ele, conforto e bençãos é próprio; é bom.
Santa Mechtilde usava oferecer a Paixão de Jesus em união com todas as missas do mundo pelas almas do Purgatório. Nosso Senhor uma vez expôs-lhe o Purgatório e mostrou-lhe as milhares de almas que subiam ao Céu graças à sua pequena prece.
Quando dizemos, “Jesus,” podemos oferecer a Paixão de Cristo e todas as missas do mundo quer pelas nossas intenções, quer pelas intenções das almas do Purgatório ou qualquer outra intenção levada pelo Amor e a Necessidade.
Num Espírito de Fé e Amor, podemos também oferecer as nossas oblações pelas intenções do mundo em geral ou pelas nossas famílias, pela Paz, pela Igreja, pelo Bem e pela Justiça. Assim o fazendo estamos a participar na elevação dos nossos problemas e aqueles de todo o mundo a Deus. Vivendo, em Nome de Jesus, peçamos poder cumprir a Nossa Missão na Terra e viver a nossa Cruz.
Capítulo 9
Os anjos são os nossos melhores e mais sinceros amigos e estão sempre prontos e dispostos a nos ajudar em qualquer dificuldade e perigo em Nome de Jesus.
É de lamentar que muitos Católicos desconheçam, ignorem, não amem, nem se importem com esses seres celestes, nem peçam a eles por ajuda. A melhor forma de o fazer é nomear Jesus em sua honra. Isso os inebria e nos identifica. Como recompensa dispõe-se a guiar-nos, a desviar-nos do mal e a proteger-nos dos muitos perigos da alma e do corpo.
Honremos todos os Anjos em Nome de Jesus, em particular o Nosso Anjo da Guarda, com quem estamos mais íntimamente ligados e temos uma afecção mais familiar. Rezemos:
Em Nome de Jesus Cristo
Anjo da Guarda, meu zeloso guardador
Pois a ti me confiou a Piedade Divina
Hoje Sempre me governe, rege guarde e ilumine
Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Salvador e Redentor, está presente em milhões de Hóstias consagradas pelas inúmeras Igrejas Católicas do mundo. Durante as horas da azáfama do dia e durante as longas noites ele é posto de lado e esquecido. Nós podemos fazer muito para o consolar; lhe fazer companhia, o confortar dizendo a seguinte prece: “Meu Deus, eu amo-te e adoro-te em todas as Hóstias Consagradas do Mundo e agradeço-te com todo o meu coração por estares presente em todos os altares do mundo par nos servir, nos amar e redimir.” A seguir diz-se 20 a 50 vezes ou mais o Nome de Jesus com toda a fé e devoção.
Podemos fazer o mais perfeito sacrifício pelos nossos pecados oferecendo a Paixão e Sangue de Jesus muitas vezes ao dia por essa intenção. Não esqueçamos que participar na Comunhão e honrar a Eucaristía é de todas ainda a forma mais perfeita de entrarmos em contacto com Jesus.
O sangue e o corpo precioso de Jesus Cristo na Eucaristía purifica as nossas almas e eleva-nos a um alto grau de santidade; de união com Cristo. É fácil e bom, como é bom o repetirmos com Amor e Fé, com muita alegria, confiança e convicção o Nome de Jesus, “Jesus, Jesus, Jesus!” O sagrado Nome do Filho de Deus; Deus Feito Homem.
Se estivermos tristes ou deprimidos, se estivermos consumidos, preocupados com medos ou dúvidas, esse Santo Nome dar-nos-há a paz interior que carecemos; se estivermos fragilizados, fracos e hesitantes, essa invocação nos dará uma nova força e energia, nos trará a coragem e ânimo para prosseguirmos com a nossa vida. Não foi Jesus que enquanto na Terra, além de pregar e ensinar também curou e confortou e salvou todos aqueles que dele precisavam? Ele ainda o faz, todos os dias, todos os minutos e segundos das nossas vidas. Bate e ele te responderá. Chama-o e ele te atenderá.
Se estivermos a sofrer com falta de saúde; se temos dores ou se alguma doença terminal nos prosta e destrói, lembremo-nos que Ele tem o dom de cura; que ele tem o dom de Paz; que Ele tem o dom de confortar.
Não foi ele que curou os doentes, os paralíticos, os cegos e os leprosos? Não é Ele que diz, “Venham até mim todos os que padecem e carregam um pesado fardo, e eu vos aliviarei.”?
Muitos poderiam gozar de saúde se pedissem a Jesus pela cura. Está claro, devem consultar-se com os médicos, usar os remédios que têm que usar; seguir as dietas e regimes de saúde adequadas, mas não se esquecerem de procurar Jesus; de lhe implorarem por ajuda e reconhecê-lo como o Caminho e a Vida.
O Nome de Jesus é um Nome curto, fácil, tão fácil como o nosso inspirar e expirar; respirar e pulsar do coração. É um Nome de grande Poder e Glória. Nosso Senhor, Ele próprio afirmou, que o que quer que peçamos ao Pai em seu Nome, o Nome de Jesus, recebemos. Sempre que dissermos, “Jesus, Jesus,” estamos a balbuciar uma prece completa; uma fervorosa prece por tudo o que necessitamos; que a nossa Alma precisa. Não esquecer que a nossa Vida na Terra é uma mera passagem. Temos uma vida eterna e Cristo por sua Paixão e Morte melhor do que ninguém nos pode levar até lá.
As Almas do Purgatório
Também é de lamentar que tantos Católicos ignorem ou não se importem com as almas do Purgatório. É possível que muitos conhecidos e amigos estejam a sofrer nesse estado de alma que como o fogo os devora e ali esperem pelas nossas preces por actos de solidariedade cristã que os venha ajudar a atingir a sua perfeição ou aproximação de Deus. Ligados a nós quer por laços de parentesco, quer por qualquer outro relacionamento de afinidade connosco enquanto em vida, eles esperam que nos lembremos deles e por eles oremos; venhamos interceder a Deus por suas causas.
Nós apiedamo-nos com os pobres e deficientes que vemos nas ruas. Pelos que têm fome ou pelos que sofrem no mundo visível. Esquecemos que há também um mundo invisível e que ninguém mais do que as almas do Purgatório sofre, pois é um estado de alma como São Tomás descreve, que deflagra como o fogo do Inferno.
Quantas vezes caro leitor, é que intercede a Deus pelas almas do Purgatório? Dias, semanas e talvez até meses ou anos, décadas que se passam, antes de fazer alguma coisa, dirigir algum pensamento em memória dos seus defuntos ou outras almas do Purgatório.
A forma mais fácil de ajudar as almas do Purgatório; de usar de caridade para com elas é o repetir frequentemente o Nome de Jesus; assim como comungar e oferecer o sacramento da Eucaristía por elas.
Invocando o Nome de Jesus para as intenções das Almas do Purgatório estamos:
a) A oferecer o Precioso sangue e Padecimento de Jesus Cristo que salva e traz redempção.
b) Ganhas 300 dias de indulgências (Enchiridion de Indulgências; Editora Católica 1969, p. 33) todas as vezes que pronunciares a palavra “Jesus!”
Ter o hábito de repetir com alguma frequência o Santo Nome de Jesus, pode, como Santa Mechtilde o contestou, livrar do Purgatório milhares de almas; que passarão na Glória de Deus a interceder por sua vez por nós, pelas nossas intenções e necessidades.
O Crime da Ingratidão
Nós agradecemos de uma forma efusiva aos nossos amigos e benfeitores por qualquer favor que nos façam, mas fácilmente relegamos ao esquecimento; não damos importância ou interesse em agradecer a Deus pelo seu grande Amor e sua dedicação por nós; o seu ter-se feito Homem por nós; por nós ter escolhido a humilhação de morrer numa cruz como se qualquer criminoso se tratasse; por continuar a sacrificar-se por nós, estando presente em cada sacrário, em cada hóstia; em cada missa que assistimos e nas comunhões que podemos ou não receber.
Que infame crime; que infame falta a de desprezar o seu sacrifício de Amor, a sua Paixão.
Repetindo o Nome de Jesus corrigimos essa grave lacuna; essa falta no nosso carácter humano e agradecemos a Deus; afirmamo-nos Seus com toda a devoção e amor filial; ligamo-nos a ele; por livre vontade respondemos ao Seu Amor. Quem não aprecia uma resposta de Amor ou Amizade? Até Deus sente uma grande alegria quando nos dignamos mostrar por ele Amor e dedicação. Caro amigo, agradece, agradece muitas vezes aos Pai! Liga-te a ele! Aproxima-te dele! Dá-lhe glória. Afirma a tua aliança com ele; assim como ele afirmou a Sua Aliança connosco pelos sofrimentos, paixão e morte do seu Filho. Invocando o Nome de Jesus Cristo, estamos a reconhecer o grande sacrifício de Amor e a dar glória a Deus.
Deus Ama Cada Um de Nós
Já nos referimos aos facto de Nosso Senhor ter ofertado a sua própria Vida por nosso Amor. Como Abraão no antigo testamento, Deus entregou o seu Filho em sacrifício divino por nosso amor. Jesus Cristo, Deus Feito Homem, usou a sua Incarnação, sua Paixão e Morte por nossa causa; para nos redimir, nos salvar, nos trazer denovo para o seu reino. Na agonia do jardim, quando suava sangue; no suplício da Cruz, quando se escoava em sangue; fazía-lo por cada um de nós então, como no presente e no futuro. Isso é, não foi só por nós Humanidade em geral que ele se sacrificou, mas sim por cada um de nós individualmente antes de nascermos, quando aqui vivemos e depois no Reino Eterno, assim como por todos aqueles que hão-de-vir.
Pode ser possível que Deus possa ser tão bom e pensar em cada um de nós, que nos ame cada um pessoalmente e indivídualmente até ao infinito?
Os nossos corações e mentes são falidas de verdadeira compreensão e poderão não enxergar, a crer que Deus possa ser assim Bom; que ele se interesse e sofra por nossa causa, mas Deus é Deus, infinitamente Bom, Omnipresente, Omnisciente, Omnipotente e como tal também infinitamente “humano”, generoso, amoroso, terno, amável, caloroso, extremoso, materno, paterno. Tanto se entrega a cada um de nós, que fê-lo no Calvário; fá-lo ainda em cada Hóstia da Eucaristía; em cada Comunhão, em cada missa.
Quando tomas a Nosso Senhor ele está ali por ti e só por ti; partilhas com Ele desse Momento Maravilhoso; dessa Presença Majestosa; Desse Amor sem Fim. Com Ele estás como estiveram os Apostólos na Última Ceia, partilhando do seu Corpo e seu Sangue; estás com Ele na Cruz, aspirando cada fôlego divino; assim como com Ele estarás até ao fim dos Tempos.
Deus chega-se a nós, de nós se aproxima, quando Dele nos aproximamos. Ele entra em nós, pelo Sacramento da Eucarisía, e ali está na sua plenitude divina, completamente e totalmente real como está no Céu.
Entra em cada um de nós como se cada um de nós fosse o único em que entrasse. Cada um de nós torna-se em sacrário para a sua Pessoa e Mistério. Assim penetra até à nossa alma, ao nosso coração com todo o seu Amor, Pessoal e Infinito. Acreditem nisso.
Perguntais, mas como é que consegue; não será fantasia tal como aquela do Pai Natal? Nesta era de tecnologia, da realidade de causas e efeitos torna-se difícil compreender essa realidade sem a comparar às lendas e histórias fantásticas que pela tecnologia tornamos real só em filmes.
Pela Fé que ficou vinculada não só pela Incarnação de Cristo, sua Paixão e Morte, mas sobre tudo pela sua Ressureição, e pela Presença e Acção do Espírito Santo, sabemos que Ele não só entra nas nossas bocas, nossos corações, nossos corpos—Ele introduz-se nas nossas Almas une-nos a ele de uma forma tão íntima que se torna um connosco, Criador e Criação. Através dele tornamo-nos Cristos, membros integrantes do Corpo de Cristo.
Paremos de reflectir nesse milagre e Nessa Realidade que para nós é e será sempre um mistério; mas fiquemos capacitados que é uma realidade a forma como Esse Deus Todo Poderoso, Eterno, Omnipresente e Omnisciente se introduz na nossa alma; que ali penetra com todo o Seu Amor, Ternura, Bondade, e Poder; que ali fica algum tempo como dentro de um sacrário e quantas vezes nós quizermos se o aceitarmos, se o tomarmos, se o procurarmos. Confiemos que essa seja a Verdade, a grande Verdade confirmada pela Paixão e Morte, a Ressureição de Jesus Cristo e Presença do Espirito Santo em nós.
Deus é Deus e esse Deus deu como continua a dar provas de nos amar, de nos proteger, de nos querer seus como uma Criação muito especial.
Se compreendermos isso será depois muito mais fácil compreendermos como alguém possa por Amor livremente entregar-se à Morte. Isso foi o que Jesus fez por nós. Por cada um de nós, como Homem deixou-se humilhar, sacrificar, ser cruxificado, pregar na Cruz, escoar em sangue e finalmente ser morto e sepultado. Por cada um de nós ele Dominou a Morte e ao Terceiro Dia ergeu-se dos mortos . Por nós conquistou, dominou, foi além da Morte. Ele ultrapassou-a para que nós pudessemos viver, tivessemos a esperança na Vida Eterna. Fê-lo para que o pudessemos seguir; para nos salvar e redimir; filhos de Eva, para que voltássemos à Casa do Pai e seu eterno Amor.
Nota:
Na tradução deste livrete tomei a liberdade de incluir certas anotações e considerações baseadas na Fé. Achei importante o dilvugar o Sacramento da Eucaristía e A Consagração do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus como Presença real e Sagrada da Pessoa de Jesus, O Filho de Deus e Deus Feito Homem. Antes de todos e quaisquer cultos vale não esquecer que o Santíssimo Sacramento da Eucarístia é o Caminho mais directo e real de chegar até Cristo.
Silverio Gabriel de Melo